O marxismo, aquela ideologia ateísta, que fez
da história o seu Deus, foi utilizada pelo débil mental Stalin para cometer crimes bárbaros. Da mesma
forma foi utilizada a ideologia marxista nas massacres da revolução cultural da
China pelo coliforme fecal Mao Tsé-Tung.
O catolicismo não ficou atrás e em nome da
religião católica cometeu crimes bárbaros e horrendas injustiças na inquisição.
O capitalismo por sua vez, em nome da
democracia, tem massacrado povos, feito invasões descabidas, sustentado
ditaduras sangrentas e tem sido perverso com a maior parte dos habitantes deste
planeta. A globo-colonização, fruto do capitalismo, ha fracassado para dois terços da humanidade.
Não é salutar confundir o marxismo com os seguidores
que se valeram dele para acabar com a liberdade religiosa e difundir o pânico e
o terror. Como não é salutar confundir o catolicismo com a inquisição. O
Catolicismo ainda poderia ser associado à pedofilia, um capítulo penoso para a
igreja católica, mas afortunadamente, no momento, isto não é posto abertamente
em julgamento. Não devemos confundir a democracia com o capitalismo. A ideologia
neoliberal incrustrada na consciência das pessoas as leva a acreditar que a
democracia é o maior troféu do capitalismo.
O mundo precisa repensar o capitalismo, como
precisa voltar para marx para entender o que de fato é o marxismo, e ainda precisa
estudar profundamente os evangélios para entender melhor a história do
cristianismo. A diferença entre eles é que o marxismo se fortaleceu porque tornou-se um parâmetro importante para
poder avaliar o capitalismo, o marxismo é motivo de discussão nas universidades
do planeta, as suas idéias são valiosas
para muitos partidos políticos. O capitalismo está falido e o cristianismo tem
sofrido desgaste por uma série de problemas.
A pedofilia, a corrupção, as intrigas do
clérigo, bispos, cardeais e sacerdotes mulherengos, todos estes problemas não
são novidade, existem há milhares de anos e não é o motivo para o barco da
igreja católica afundar. Muitos ventos fortes, tempestades e mares agitados o
vaticano enfrentou no decorrer da história, nada avala a instituição que é
acostumada a pensar em termos de milênios.
A renúncia de Bento XVI não é devida a todos
este problemas e nem à sua idade e nem à sua saúde, mas diz respeito a uma outra questão
muito essencial. O doutor Joseph Ratzinger, especialista em história do
cristianismo, não desconhece os resultados da pesquisa histórica. Ele passou os
últimos oito anos, tempo que durou o seu papado, escrevendo e pesquisando sobre
Jesús Cristo. Um homem culto como Ratzinger não pode enganar a si mesmo e
acreditar nas histórias bíblicas
Joseph Ratzinger sabe muito bem que Gênesis, Êxodo,
Números, Levítico, Deuteronômio, são invenções e que ainda existem as
construções míticas como o nascimento de Jesus, a concepção virginal, e até
mesmo a própria ressurreição. Não é fácil remediar tal acontecimento, como não é
fácil lidar com uma crença que subsiste intacta há dois milênios.
Assim aconteceu com o velho papa ex-Ausser
Dienst, o “último papa” de que Nietzsche fala profeticamente, o qual perdeu a
fé em Deus. Muitas razões Joseph
Ratzinger teve para se despedir com dignidade, humildade e serenidade, devido à
sua fé sem ser crença, mas uma fé firmemente fundamentada no conhecimento, no
saber.
O catolicismo e o capitalismo, não correspondem mais à realidade, é
necessário redesenhá-los com as regras do jogo verdadeiras e com ética. As idéias de Karl Marx estão vivas!

