domingo, 19 de outubro de 2014

É bola, ébola ou ebola?

As três formas estariam corretas se considerarmos que a forma  ébola é usada em Portugal e lê-se com a tónica no /é/ enquanto a forma ebola é usada no Brasil e pronuncia-se com a tónica no /ó/. A primeira forma sintetiza o comportamento da doença, (é uma bola) isto porque os meios de comunicação do mundo estão empenhados em difundir o conceito da doença e por extensão dominar a imaginação do público. Os telejornais, jornais, revistas e outros meios de comunicação são condutores de essa histeria.

Thomas Eric Duncan, este é nome do liberiano que foi a primeira pessoa a morrer de ebola no solo americano, mas esta morte é o resultado de uma doença americana antiga chamada: Xenofobia.  
A morte de Duncan poderia ter sido evitada caso este no fosse um homem negro. Ele simplesmente não foi transferido para o hospital donde outros pacientes de ebola foram atendidos com sucesso, estes eram homens brancos.

Esse é o resultado da reação contra imigrantes de pele escura. Outro nome que surgiu sobre essa doença nos Estados Unidos foi  “Obola”  e  retrata uma manifestação do ódio dos políticos conservadores contra o presidente Obama, por suas origens quenianas. Se o trocadilho não combina muito pelo menos associa o nome do presidente com a mortal, infecciosa doença de origem africano.

Isto não surpreende o mundo porque os imigrantes foram sempre vistos como portadores de pestes e doenças. Crianças imigrantes foram impedidas de entrar nos Estados Unidos porque as autoridades acusavam a falta de vacina de estas crianças.

Nos estados unidos existe uma doença infecciosa chamada EV-D68 (doença respiratória) esta doença já matou muitas crianças, não existe uma vacina para esta doença e o número de infecções e mortes já superam em muito o ebola. Isto não é divulgado pelos meios de comunicação.

Existe um movimento anti-vacinação em Estados Unidos que pode ser uma ameaça maior para a saúde pública do que o ebola.

A grande crise de ebola na África ocidental poderia ter sido evitada caso os fundamentalistas do livre mercado tivessem algum interesse em fabricar a vacina. Em outras palavras, era economicamente inviável produzir a vacina porque não haveria mercado para ela. A doença também se alastrou devido á pobreza e ás condições climáticas.


É conveniente a mídia divulgar a situação do estrangeiro negro doente para distrair-nos de um mal maior que acomete o mundo: A Globalização. (Ou seria Capitalismo?).

sexta-feira, 29 de março de 2013

Marxismo, capitalismo, catolicismo e o último papa de Nietzsche.


O marxismo, aquela ideologia ateísta, que fez da história o seu Deus, foi utilizada pelo débil mental  Stalin para cometer crimes bárbaros. Da mesma forma foi utilizada a ideologia marxista nas massacres da revolução cultural da China pelo diminuto Mao Tsé-Tung.

O catolicismo não ficou atrás e em nome da religião católica cometeu crimes bárbaros e horrendas injustiças na inquisição.

O capitalismo por sua vez, em nome da democracia, tem massacrado povos, feito invasões descabidas, sustentado ditaduras sangrentas e tem sido perverso com a maior parte dos habitantes deste planeta. A globo-colonização, fruto do capitalismo, ha fracassado para dois terços da humanidade.

Não é salutar confundir o marxismo com os seguidores que se valeram dele para acabar com a liberdade religiosa e difundir o pânico e o terror. Como não é salutar confundir o catolicismo com a inquisição. O Catolicismo ainda poderia ser associado à pedofilia, um capítulo penoso para a igreja católica, mas afortunadamente, no momento, isto não é posto abertamente em julgamento. Não devemos confundir a democracia com o capitalismo. A ideologia neoliberal incrustrada na consciência das pessoas as leva a acreditar que a democracia é o maior troféu do capitalismo.

O mundo precisa repensar o capitalismo, como precisa voltar para marx para entender o que de fato é o marxismo, e ainda precisa estudar profundamente os evangélios para entender melhor a história do cristianismo. A diferença entre eles é que o marxismo se fortaleceu  porque tornou-se um parâmetro importante para poder avaliar o capitalismo, o marxismo é motivo de discussão nas universidades do planeta,  as suas idéias são valiosas para muitos partidos políticos. O capitalismo está falido e o cristianismo tem sofrido desgaste por uma série de problemas.

A pedofilia, a corrupção, as intrigas do clérigo, bispos, cardeais e sacerdotes mulherengos, todos estes problemas não são novidade, existem há milhares de anos e não é o motivo para o barco da igreja católica afundar. Muitos ventos fortes, tempestades e mares agitados o vaticano enfrentou no decorrer da história, nada avala a instituição que é acostumada a pensar em termos de milênios.

A renúncia de Bento XVI não é devida a todos este problemas e nem à sua idade e nem à sua saúde, mas diz respeito a uma outra questão muito essencial. O doutor Joseph Ratzinger, especialista em história do cristianismo, não desconhece os resultados da pesquisa histórica. Ele passou os últimos oito anos, tempo que durou o seu papado, escrevendo e pesquisando sobre Jesús Cristo. Um homem culto como Ratzinger não pode enganar a si mesmo e acreditar nas histórias bíblicas

Joseph Ratzinger sabe muito bem que Gênesis, Êxodo, Números, Levítico, Deuteronômio, são invenções e que ainda existem as construções míticas como o nascimento de Jesus, a concepção virginal, e até mesmo a própria ressurreição. Não é fácil remediar tal acontecimento, como não é fácil lidar com uma crença que subsiste intacta há dois milênios.

Assim aconteceu com o velho papa ex-Ausser Dienst, o “último papa” de que Nietzsche fala profeticamente, o qual perdeu a fé em Deus.  Muitas razões Joseph Ratzinger teve para se despedir com dignidade, humildade e serenidade, devido à sua fé sem ser crença, mas uma fé firmemente fundamentada no conhecimento, no saber.

O catolicismo e o capitalismo,  não correspondem mais à realidade, é necessário redesenhá-los com as regras do jogo verdadeiras e com ética. As idéias de Karl Marx estão vivas!

quarta-feira, 20 de março de 2013

Católico Apostólico Romano ou Caótico Apostático Romântico?


A igreja católica faz parte do poder econômico e político mundial, ela é muito importante tanto que é venerada pelos reis da terra. Não há como negar que a igreja sempre disputou a sua presença no globo terrestre. É uma realidade a ser considerada, principalmente nestes tempos de crise do capitalismo, ou melhor: tempos de crise econômica, política, financeira, energética, alimentária, crise de civilização.

O poder mundial já esteve em perigo ameaçado pelo socialismo e pelo levante dos povos; levante este apoiado pela teologia da libertação em contraposição direta com o comando de uma igreja retrógrada.

A crescente ofensiva popular batia ás portas de Roma,  precisamente às portas do Vaticano, mas a igreja desesperadamente debatia uma saída apoiada pelo poder econômico e político representante natural do capitalismo. O resultado foi uma bem sucedida ofensiva, nos anos 80,  contra a teologia da libertação, o socialismo e os povos.

O neoliberalismo se concretizou com as ditaduras e o terrorismo de estado e se extendeu por todo o globo. Na Argentina, por exemplo, a igreja se calou diante da genocida ditadura.

Naquela época um Papa Polones chegou à igreja para presenciar o início do fim da experiência socialista. Alemanha e Estados Unidos entendiam que o capitalismo precisava que o leste europeu fosse  neutralizado e permitir que o mundo deixa-se de ser bipolar e caminha-se para um capitalismo unipolar, transnacional e neoliberal.

O poder unipolar do capitalismo atualmente está sendo desafiado pelas crescentes mudanças políticas e sociais que reverberam desde as nações latinas: mudanças na condução das políticas sociais do Brasil e de uma forma geral por movimentos políticos, sociais, intelectuais e culturais de Latino-America, precisamente da Venezuela, Bolivia. Equador, sem falar em Cuba.

A igreja está preocupada pelo efeito Chávez na região. Com a morte de Hugo Chávez abre-se a possibilidade de muitas das sementes plantadas por Simón José Antonio de la Santísima Trinidad Bolívar y Palacios, o Simón Bolívar, germinem e continuem a disseminar outras sementes pelo planeta.

A fim de neutralizar esse movimento que cresce geometricamente a igreja opta pela renúncia de Bento XVI (para que se cumpram as escritúras) e lança um chefe da igreja nascido na América Latina. A figura de um papa humilde vem a disputar o consenso da sociedade, dos humildes, dos necessitados, para implantar uma consciência de disciplinamento à ordem comtemporânea; um plano evidentemente reacionário e de dominação transnacional.

América Latina é hoje um laboratório de mudanças políticas e sociais. A igreja quer intervir neste processo, não para ajudar no desenvolvimento dessas políticas, mas para deté-las. É uma batalha de idéias pelas mudanças ou pelo retrocesso.

O último papa que o estado do Vaticano terá, (segundo as escritúras) o Papa Francisco vem não apenas para sustentar posições contrárias ao matrimônio igualitário ou contra o aborto, mas com o objetivo de cumprir o projeto do poder mundial.

domingo, 30 de setembro de 2012

Enquanto Maomé não vem, muitos amam odiar Mitt Romney.


No mês de Julho de 2012 o filme sobre Maomé foi publicado em YouTube. Três meses depois o filme foi traduzido para o idioma Árabe, o que chamou a atenção do mundo Árabe.

Líderes árabes criticaram o filme e declararam que nesse filme Maomé era considerado um pedófilo, homosexual e era visto tendo relações sexuais.

As autoridades investigaram quem teria dirigido o filme e  chegaram em Nakoula Basseley Nakoula, de 55 años. Este negou inicialmente ter dirigido o filme, mas confesou que conhecia o idealizador do filme "A inocência dos Muçulmanos".

A divulgação do filme foi promovida pelo pastor radical Terry Jones, provocando uma onda de protestos e violência incluindo ataques a embaixadas americanas.

Terry Jones viveu na Alemanha em 1981 e estabeleceu um culto religioso em Colonia. Na alemanha Jones teria contato com a inteligência israelense e com a loja maçonica P-2. Terry Jones também tem o trabalho de traduzir textos selecionados com muito cuidado para parecerem desagradáveis.

Por trás desse filme existe uma conspiração que tenta manchar a imagem dos Estados Unidos. A verdade é que Jones é um agente de inteligência treinado por delincuentes del Mossad infiltrados em todo o Oriente Médio e rejeitados da Cia, elementos da antiga Stasi, grupo alemão associado com o Mossad israelense, hoje chamado de DVD.

Dentro dos Estados Unidos elementos, da era BUSH, que fazem parte dos Blackwaters Corporation, controlam ativamente agentes da CIA para realizar operações sigilosas. A finalidade da divulgação do filme, por exemplo, foi desestabilizar o Egito e a Libia apresentando um pano de fundo de Islamofobia por causa de visita de Netanyahu às Nações Unidas e apoiar elementos extremistas na Europa e Estados Unidos. Tudo isto porque O presidente Obama é visto por esta facção como "Muito complacente com o Irã"

Hoje vivemos o terror, embaixadas dos Estados Unidos atacadas, esperando o próximo movimento de um ataque de bandeira falsa, como o que aconteceu em 11 de setembro e tantos outros ataques de bandeira falsa acontecidos na história dos Estados Unidos.

O trabalho atual de Terry Jones é alterar a percepção do eleitorado americano a favor de Mitt Romney e a favor da guerra.

A sorte é que todos os dias Romney cai nas pesquisas, odiado pelos afro-americanos, odiado pelos catolicos, odiado pelos Judeus, odiado no Norte, odiado no Sul, um homem sem convicções políticas.

Neste momento submarinos alemães com armas nucleares russas patrulham a costa do Irã com as suas tripulações israelenses, dispostos a começar a Terceira Guerra Mundial.

terça-feira, 31 de julho de 2012

O sistema está murdo e sudo!


Não é surdo e mudo, é mesmo murdo e sudo. Tudo é caos no mundo, tudo está muito ruim, mas com esperanças de piorar!!

Vivemos crises sociais, financeiras, climáticas, energéticas, alimentárias, políticas, mas também vivemos uma crise de governança, a política tem se revelado inoperante e até impotente. O mais grave de tudo é que o estado não nos protege,  já não nos representa. Os líderes atuais não estão capacitados para os novos desafios que se apresentam.

Os gastos astronômicos em conflitos armados depois do 11 de setembro tem custado aos Estados Unidos um grande endividamento e portanto degradação da situação econômica. o poder político, econômico e militar dos Estados Unidos  está ameaçado até mesmo pelo surgimento de novas lideranças como a China, India e Brasil.

Os países ricos estão passando pela maior crise depois da grande depressão de 1929. A existência da União Europeia está em risco. O mundo parece cada vez mais multipolar, há uma certa “desoccidentalização”. Pekin tem o controle do dólar e parte importante da dívida americana

O mundo parece não obedecer às grandes potencias occidentais: Estados Unidos, Inglaterra e França. Isso parece ter começado na crise financeira de 2007 (Sub-Primes). As repercussões sociais são extremamente gritantes: 23 milhões de pessoas paradas na Europa, sem contar com os 80 milhões de pobres. Há uma grande indignação da juventude mundial. As classe média está praticamente sem rumo não há a quem recorrer.

O poder financeiro se impõe ao poder político, a democracia tem dado sinais de estagnação, a inércia dos governos ante a crise é geral. Os organismo financeiros mundiais: FMI, Banco Mundial, OMC não têm mais capacidade de prever os comportamentos a curto, médio e longo prazos.

Estamos passando por um caleidoscópio de crises, vivemos um tempo de rupturas que não somos capazes de compreender. As novas tecnologias estão mudando tudo.

A Internet é um ator fundamental nessas mudanças, basta lembrar o efeito que Facebook, Twitter e WikiLeaks tiveram no mundo árabe. Mas apesar disso tudo, não temos  porque falar em “desglobalização, em desindustrialização; temos que falar em reinventar a política,  a economia e o quadro social existente.

Agora peço licença, preciso continuar a escrever a minha Web APPS para Iphone que usa HTML, CSS e JavaScript.

sábado, 30 de junho de 2012

Ser constante seria uma inconstância da natureza.


A conferência das Nações Unidas  sobre desenvolvimento sustentável, Rio + 20, revelou ao mundo que existem duas vertentes: a das nações em desenvolvimento que está empenhada em combater os desastres que o homem provoca na natureza e a outra composta das nações que querem aumentar os seus lucros mesmo que a terra sofra as consequências.
 
A primeira vertente Lamentou as ausências de Barak Obama, Ángela Merkel e do primeiro ministro britãnico David Cameron. É como se a ausência os livra-se da culpa de serem responsáveis pela depredação do planeta. Essa ausência talvez seja para que o mundo não os condene pela sua falta de humanidade.

A segunda vertente, a dos países desenvolvidos, apenas contribuiu para que o documento final apresentado tenha sido considerado fraco. Esta última vertente defende que o aquecimento global é um processo natural do planeta e ocorre a cada determinado período.

Estudiosos que defendem este ponto de vista argumentam que um processo glacial se aproxima e que a cada determinado tempo existe uma era glacial.

Diante dessa polémica nos resta pensar que se faz necessário uma mudança cultural e política em termos do desenvolvimento dos países, principalmente dos maiores países consumidores.

Evo Morales sustenta que temos que pagar a “ dívida ecológica” e não a “dívida externa”, e acrescenta que o capitalismo promove a mercantilização de da biodiversidade e dos recursos genéticos.

Os mandatários ausentes à reunião devem ter, assim mesmo, ouvido quando Evo Morales enfatizou que o capitalismo submete cada árvore, cada gota d’gua e cada ser da natureza numa mercadoria à sorte da ditadura do mercado, que privatiza a riqueza y sociabiliza a pobreza.

O que fazer diante o desmatamento de milhões de hectares, diante da extinção das especies?

A “Economia Verde” é um novo método para oprimir os povos mais pobres. É necessário antecipar-se á nova catastrofe promovida pelo capitalismo

quinta-feira, 31 de maio de 2012

A verdade sobre a mentira do livre comércio.

A globalização teve início nos séculos XV e XVI com as navagações e as suas descobertas marítimas, mas foi no século XX que ela se consolidou. Apesar da aldeia global estar caracterizada por conexões culturais e econômicas, ainda não é o suficiente para afirmar sobre a independência total dos povos. Ainda existem níveis de riqueza totalmente superiores aos níveis de pobreza. Esse é um cenário que se repete na maioria dos países inclusive os Estados Unidos. Mas a culpa verdadeiramente é dos criadores da teoria do Neoliberalismo que atualmente domina o mundo. Esta teoria reza que os mercados são autorreguláveis e portanto teriam que ser deixados funcionando sem restrições, de forma a permitir atender as necessidades econômicas utilizando eficientemente os recursos de forma a gerar o pleno emprego extendendo dessa forma os benefícios para todo o mundo. O Neoliberalismo está enraizado nas Ciências Sociais e sobretudo nos círculos políticos. As nações poderosas difundiram esta agenda e o resultado são os bolsões de pobreza que se multiplicam geometricamente aumentando por sua vez as desigualdades sociais, enquanto o mundo enfrenta novamente a depressão com outras roupagens. “O livre comércio beneficiará todas as nações”. É dessa forma que se manifesta a teoria ortodoxa do livre comércio, base do Neoliberalismo. Deve-se considerar que há algumas décadas não existiam as condições necessárias para o funcionamento correto do livre comércio e que a ajuda das organizações internacionais pouca fizeram para que houvesse ao menos um equilibrio. Vivemos em um mundo capitalista onde as empresas comandam as decisões e dessa forma a rentabilidade é a que define o jogo em cada ponto da cadeia. A teoria do livre comércio defende que o déficit e o superávit dos países encontram naturalmente o equilibrio. Mas temos que considerar que no livre comércio um país que não é competitivo globalmente cubrirá o seu déficit comercial com endividamento externo e um país competitivo terá superávit comercial e portanto será um credor. A verdadeira mentira do livre comércio é que sem políticas econômicas para desenvolver a indústria dos países (mais pobres) para poderem ser competitivos globalmente, esa teoria nada mais é do que um jogo Neoliberal onde os participantes nada mais são do que peças inúteis num jogo que já está comprado.